segunda-feira, 2 de março de 2020

Primeira moto - Tem que ser de baixa cilindrada?



Ok, quem nunca viu, ouviu ou passou por isso: 
"Vou comprar a minha primeira moto!"
"Ah, compra uma 125cc, começa com uma moto de baixa cilindrada, primeira moto TEM que ser pequena."
No meu caso, não foi muito diferente, já que quando falei em comprar a minha primeira moto, quase todo mundo sugeriu uma Intruder 125cc, uma CG 125cc, uma Bros 150cc. Eu fui lá e optei pela Mirage 250cc, que era a maior moto que eu podia comprar naquela época.
Pôxa, mas 250cc não é muita coisa. Ok, mas é o dobro da 125cc que era, disparado, a indicação mais ouvida.
Fez diferença?
Sim, fez, não pela cilindrada em si, mas pq era a moto que eu queria.
Algumas semanas atrás, meu sobrinho (que nem CNH para moto tem ainda), me confessou que queria comprar uma moto para uso urbano. Logicamente, pensei numa moto menor, por questão de economia, etc.
Quando comecei a citar as minhas indicações, ele já interrompeu: "E uma 883?".
A minha primeira reação, de forma automática, foi balbuciar alguns protestos, mas aí parei e raciocinei com frieza: o cara tem tamanho para tranquilamente manobrar a moto, tem os recursos para comprar e manter e tem a vontade. Por que diabos eu vou recomendar que ele "comece com uma moto menor, para ir pegando as manhas"? Isso é um ritual sagrado?

Se eu tivesse comprado uma moto de 125cc e hoje estou com a Dyna, faria diferença? Eu seria um piloto melhor?
E se eu tivesse comprado a Dyna, de cara, hoje eu estaria morto?

A resposta, na minha opinião, é não para ambas as questões.
Talvez eu não recomendasse começar numa 600R, que tem um motor de comportamento mais imprevisível, para um novato, mas numa custom de grande/médio porte, não há essa agressividade de desempenho.
O sujeito que é irresponsável e gosta de arriscar, tem tanta chance de matar-se numa 125cc quanto numa 600cc ou numa 1600cc: o limite dele sempre está no limite, e uma hora a sorte vai olhar para o lado e pronto, acabou!
As vantagens de uma moto pequena são, geralmente, o valor menor das peças e da manutenção e algumas vezes a facilidade de revenda, que hoje em dia nem sei se existe mais com tanta facilidade e crédito para a compra de uma moto pequena nova.
A desvantagem é que talvez ela não te dê a sensação que você busca, principalmente se almeja uma custom, já que no mercado só temos a Intruder, como moto de baixa cilindrada, que segue um pouco essa linha. E você provavelmente vai querer trocar logo, bem logo, para uma moto maior.

Minha opinião hoje é: você pode custear a moto que você quer, mesmo sendo de maior cilindrada? Então vá direto ao ponto.
A gravidade é a mesma, o chão não é mais duro por conta da cilindrada mais alta, a tua pilotagem vai ter que ser defensiva em qualquer uma das duas, então pare de pegar desvios disfarçados de atalhos, vai logo onde quer chegar.

Se não curtiu, vende a moto, pronto, como teria que fazer com a moto pequena.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Todos saúdem O COVEIRO!

Olá...
Depois de um breve hiato sabático (de 4 anos), resolvi pegar a minha velha pá na garagem e desenterrar o blog.
Não que tenham sido 4 anos sem muita estrada, quedas, aventuras, alegrias e tristezas, fraturas e recomeços, mas fazem parte de um período já passado, já superado, onde foi necessário um afastamento.
Acredito que a maioria dos seguidores mais antigos já aposentou-se e estão mais preocupados em pedir mais uma marguerita à beira da praia do que ler algum artigo numa plataforma praticamente já esquecida, como é o blog.

Mas, como sou teimoso, e gosto de ser "à moda antiga", vou manter como registro de uma fase da minha vida onde ainda achava que tinha algo à compartilhar que pudesse ser útil à alguém.
Então, vamos enrolar o cabo e seguir em frente, nesse 2020 que ainda tá no começo!



sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Matéria da VICE sobre os Abutres.

Eu sei, eu sei... não é matéria nova e provavelmente vc já viu, mas ainda assim, tá aí, uma matéria que a VICE Brasil fez sobre os Abutres.

Os Abutres são maus?

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Dyna Curitiba - SP

No embalo de conhecer pessoalmente a rapaziada do Trankera M.C. e de aproveitar a baita festa de aniversário dos 33 anos do Clube, pegamos o embalo num sábado à tarde rumo à Ribeirão Pires. Primeira viagem mais longa um pouco com a nova carniça, bate e volta de pouco mais de 1.000km. Sentem, relaxem, aumentem o volume e curtam...

sábado, 20 de junho de 2015

De 600 para 1600!

Chegou ao fim esta feliz união: a Shadow 600 foi embora.

Depois de 2 anos rodando juntos diariamente, encarando asfalto e terra, a melhor moto que eu já tive até então foi embora.

Mas se era tão boa, por que vendeu?

Pois é... a Shadow tinha muitas qualidades e era uma moto que eu já conhecia bem, mas eu ainda sentia falta de mais motor.

Mais do que 600cc?

Sim, mais do que 600cc!

Aqui abro um parênteses... 600cc não é pouca coisa e arrisco dizer ser a cilindrada ideal para quem vai rodar mais na cidade mas tem pretensão de pegar estrada esporadicamente.

Como entrei em 2015 com a idéia de viajar bem mais, e a oportunidade de trocar de moto apareceu, comecei à dar aquela pesquisada nas opções do mercado.

De cara, descartei motos muito mais velhas.

Tenho um tesão pela Intruder 1400, coisa de paixão mesmo, mas preciso de uma moto que rode 7 dias por semana, sem dizer não. E se precisar de peças, não rola ficar esperando 30 - 45 dias.

Mesmo a Honda te deixa na mão por esse período de tempo, dependendo da peça da moto, no caso das customs, então decidi partir pra algo mais novo.

A Shadow 750 eu descartei. Nada contra a moto, acho bonita, já tinha a 600 e ela me causou uma boa impressão, porém o modelo mais antigo (aero) não me agradava esteticamente, além do que o preço estava um tanto alto (aqui em Curitiba) para uma moto com pouco mais de potência e considerável peso à mais.

Pelo mesmo valor, na real, até um pouco mais baixo, eu tinha a Harley Davidson Sportster 883 em suas várias configurações, à disposição, e como é uma moto que sempre gostei, comecei à considerar a compra e buscar preços.

Achei muita coisa boa... muita moto sendo vendida por "particulares" com bons acessórios, quilometragem baixa e preço razoável. Conversei com camaradas proprietários de Sportsters, rodei com suas motos e curti.

Notei que a moto é mais dura de suspensão, vibra mais, mas putz, o torque... o motor... bastante diferença para a guerreira Shadow.

Foi então que aconteceu uma reviravolta... fui nas lojas negociar as Sportsters e a minha Shadow 600, e vi a Dyna.
Aí a coisa abalou.

A diferença de preço da Dyna para a Sportster não é tão alta, porém a diferença de motor é muito considerável.

Sem contar que o tamanho da moto casa melhor com o meu porte, ainda mais garupado.

Acabou que pesquisei muito, procurei muito e achei uma moto em excelente estado, boa de acessórios (inclusive com um Powervision da Dynojet, para poder regular a injeção eletrônica sozinho) e num preço justíssimo, e abracei.

Desde então, só alegrias.

No começo estranhei um pouco a vibração da moto, principalmente em baixas rotações, mas depois que acostumei, putz... 1.600cc é coisa pra caramba.

Enfim... já estou com a moto tem alguns meses, em breve posto algo sobre as impressões e alguns vídeos.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Como encarar os “dias de cão”?

Bom, eu me fiz essa pergunta alguns dias atrás.

Olhei para tudo o que aconteceu desde o início das postagens, do blog e fui analisando tudo aquilo que aconteceu desde 2011.

Basicamente, o dia de um cão não é fácil.

É uma luta constante para sobreviver, seja no sentido literal, seja no sentido figurado em que você tenta sobreviver em meio ao marasmo, à mesmice, ao “cinza” da vida cotidiana.

Cheguei à conclusão de que a “sacanagem-da-vida” é cíclica... seja lá qual for a força motriz de tudo, ela vai e vem e é como uma maré pela qual você deve aprender à navegar, pelos altos e baixos das ondas.

Com a mesma facilidade com que você consegue conquistar tudo o que quer, a vida tira tudo o que pode de você, e não resta opção, você tem que cerrar o olhar e seguir em frente.
Nem tudo é ruim.

Você cresce, evolui, descobre-se, forja o caráter, para o bem e para o mal.

Cometi os mesmos erros que cometeram comigo, fiz coisas que foram contra o que eu achava certo, quebrei a cara, tanto a minha quanto a de outros, mas também tive vários acertos, descobri paixões, temperei o meu aço, amadureci.

A maior parte das postagens neste blog é sobre motos e assuntos relacionados à motos... mas essa paixão nasceu justamente numa das piores épocas da minha vida, e talvez, se tudo tivesse continuado no curso que estava antes, eu não teria descoberto que a vida em duas rodas é maravilhosa e o quanto ela me faz bem.

Os dias de cão continuam, nos seus altos e baixos, e a única forma de encará-los é valorizar os momentos ao sol, as boas estradas, as boas companhias, os prazeres, paixões e amores sabendo que talvez, dali a pouco, você esteja lutando para mantê-los ou esquecê-los, e que é assim que as coisas são.

Dog days never ending... ;)

sexta-feira, 17 de abril de 2015

As noites não mudam, apenas se reciclam...

Loaded like a freight train
Flyin' like an aeroplane
Feelin' like a space brain
One more time tonight ♫

domingo, 5 de abril de 2015

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015