sábado, 23 de março de 2013

Enquanto isso, na Gringolândia...

A nova Star Bolt 950cc (Star é uma "submarca" da Yamaha) chega aos EUA em duas versões.

Uma mais enxuta, custando U$ 7.990,00.
E uma versão mais incrementada, com amortecedores à gás na traseira, por U$ 8.290,00.

Aqui, na República dos Bananas, nem pensar!

Não tem coisa melhor!


quinta-feira, 21 de março de 2013

E a Mirage, como vai?



Muitas pessoas me perguntam sobre a Mirage 250: se é uma boa moto, se dá muito problema, se a manutenção é muito cara, se é difícil encontrar peças, se vale a pena comprar uma...

Tudo o que eu posso falar da moto, é baseado na minha própria experiência e nas impressões passadas pela minha moto, uma Mirage 250 2011/2011, com injeção eletrônica.

No geral, eu considero a Mirage 250 uma boa moto.

Em termos de materiais e acabamento, ela segue a mesma tendência das motos atuais de 250cc - 300cc, que é substituir muitas das peças de metal por peças plásticas (tampas laterais, por ex.). Não considero isto um defeito, pq a substituição acaba sendo mais barata, se necessário.

O porte da moto chama a atenção, é uma moto grande. No meu caso, isso fez a diferença quando estava procurando uma moto. Gosto muito das Viragos e quase comprei uma, mas eu realmente ficava grande demais em cima da moto.



O desempenho da moto é outro assunto em que sou bastante questionado.

A moto anda bem, e muito bem, na minha opinião, pela sua cilindrada. O motor, apesar de ser em "V", possui um acerto esportivo e funciona em rotações altas. Sinto realmente que o motor acorda e faz a diferença à partir das 5.500 RPM (o conta giros vai até 14.000 RPM, mas o corte acontece lá pelas 10.000 RPM).

Por conta desse tipo de funcionamento do motor, mesmo que você compre uma Mirage 250 carburada, nunca terá aquele barulho lento e descompassado, característico das motos custom. O motor sempre vai parecer um pouco mais acelerado e "regrado", mesmo na marcha lenta. Não é um incômodo, mas pode frustrar algumas pessoas.

A zona de conforto da minha moto está nas 7.000 RPMs, onde a moto está rodando aos 110 km/h. À partir daí, o motor está rodando cheio e desenvolvendo muito bem e a vibração está suave. Considero que até 130 km/h a moto ainda está confortável, mas a vibração já é mais acentuada. O máximo de velocidade que já alcancei no velocímetro da moto, numa reta plana, foi 150 km/h (sozinho, 86 kg, sem bagagem).



É uma moto bastante capaz para viagens. Mesmo com garupa, você consegue rodar no limite de velocidade e até um pouco acima.

Muita gente reclama dos bancos originais, pois o estofamento é fino e depois de um tempo (comigo lá pelos 100 km rodados) você precisa parar par esticar as pernas e se movimentar um pouco. Não é uma reclamação exclusiva da Mirage, quase toda moto custom vem com bancos sofríveis, de fábrica. Eu mantenho os bancos originais porque gosto do visual deles, mas você tem várias opções disponíveis para solucionar esse problema, como mandar os bancos num estofador ou comprar bancos mais recheados, como os Erê, Gilberto Bancos, Peninha (particularmente, acho esses bancos estilo "sofazão" horríveis).

O consumo da moto depende muito da "tocada" de quem pilota. A minha faz uma média de 23 km/l - 25 km/l, apenas lembrando que uso um escapamento mais aberto, que teoricamente aumenta um pouco o consumo (lembro que quando usava o bazucão original, fazia em média 25 km/l - 26 km/l).

A manutenção da moto, até hoje, foi tranquila.

O meu uso é diário, utilizo a moto como único meio de transporte, faça chuva ou faça sol e só precisei utilizar um guincho uma vez: com 3 meses de uso, a moto simplesmente apagou, do nada, e não dava mais a partida. Levei a moto aqui na Vianna e foi constatado que o retificador queimou. Foi trocado na mesma hora, e pronto.

Porém, depois de 1 ano e meio, o retificador queimou novamente. Dessa vez, não me deixou na mão, pq eu percebi os sintomas antes da moto parar. Troquei novamente o retificador, mas sei que ele fica num lugar pouco ventilado da moto e costuma esquentar demais, por isso estou esperando ter um dia livre para mudar a posição dele, colocando-o no lugar da buzina, na frente da moto.

De qualquer forma, com o intervalo entre os problemas, não considero-os um agravante a ponto de causar uma má impressão da moto.

As primeiras unidades com Injeção Eletrônica apresentavam muitos problemas. Entre outras coisas, a ECU era afetada pelo acúmulo de água embaixo do banco, o que causava a oxidação e quebra dos pinos, ou queima da unidade.

À partir de 2011, esse problema deixou de aparecer (até onde eu sei), pois a ECU vem numa posição diferente, vedada. A minha mesmo, continua intacta sem nenhum sinal de oxidação, nas vezes em que inspecionei.



Até onde sei, as novas Mirage, de 2012 para frente, vem com outro sistema de Injeção, da Delphi. Se é melhor ou não, não posso dizer... a minha usa o antigo e está aí, firme e forte.

Fora isso, só fico atento à troca de óleo. A rotina da moto é abastecer, dar a partida e rodar, exatamente como eu queria que fosse quando optei por comprar uma moto 0 km ao invés de uma moto mais potente, mas mais antiga.

Se eu recomendo a compra da moto, aí depende do que você quer.

Se você quer uma moto custom 0 km (ou com no máximo 2 - 3 anos de uso) de 250cc, aí eu recomendo. Mas apenas se você quiser realmente esta cilindrada, que é excelente para quem vai rodar mais no trânsito urbano e eventualmente pegar uma estrada, sem almejar atingir os 180 km/h.

Como eu disse, a moto é excelente, dentro da sua cilindrada!

Caso seu plano seja comprar uma Mirage para futuramente vendê-la e comprar uma moto maior, aí é preciso ter cautela, pois a revenda da moto ainda sofre um preconceito absurdo, e hj em dia, na mesma faixa de preço, você consegue encontrar algumas Shadow 600, Virago 535, Intruder 800 e até Intruder 1400.

Jump!